me acompanharam por anos a perder de vista.
comprados no largo do machado de uma senhora que colecionava objetos de leilão e alugava pro audiovisual. as lentes âmbar me deixavam confortável tanto ao ar livre quanto em espaços internos.
sem eles, me sinto nua e nem sei em que ano foi, nunca troquei as lentes. cerca de 15 anos, que loucura uma coisa te acompanhar assim por tanto tempo, usava esses óculos escuros tão frequentemente que nem sei ainda como viver sem.
nunca um objeto testemunhou tanto da minha vida, desde a encarnação carioca, passando pela mineira e chegando à acriana.
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