segunda-feira, 21 de outubro de 2019

Eu mesma



Lila, lindo nome do qual já desgostei

Almendra, da vó Laura dos confins de Portugal (outros o veem espanhol)
Praça, da vó Talitha e de um povo mouro quiçá rebatizado
Carvalho, não uso e já nem me lembro, família de homens que me des-representa
Sou das avós, das mães, das matriarcas e de seu sábio legado
Lana escolheu meu nome; Gustavo queria Rosaura
Lila é passatempo divino, brincadeira de Krsna
Exibe abertamente meu aprendizado: a leveza de voltar à infância
Olhar o mundo com espanto e redescobri-lo em sua beleza
Foi uma intuição de minha mãe que descortinou o dharma de minha vida
Tirar o peso de cima e acreditar num presente que já não é passado
Florescendo lila

Um comentário:

  1. Filha amada, um poema pleno foi em que você me emocionou. Quanto profundo esse mergulho, descoberta de ser e satisfazer você. Sou sua fã, te amo tanto que nem posso explicar.

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