segunda-feira, 8 de agosto de 2011
08 de agosto - a descoberta
arrasada depois dos cabelos brancos que acabo de descobrir em mim; antes de ter filho, plantar árvore e escrever livro!?
sábado, 6 de agosto de 2011
creme de abacate
loucura num sábado, ansiedade se cura com baseado,
fominha se cura com creme de abacate e strogonoff de abóbora.
carência é só ir no baixo botafogo, tá tudo aí, toda essa superficialidade maravilhada...
lindeza que ajuda no mestrado, às vezes cai um anjo do céu e te faz boa ação inesperada.
agora é concentrar e sentir o ar entrar, enquanto toma um mate argentino pra energizar.
domingo, 31 de julho de 2011
a da família alternativa se interessa seriamente por uma relação de família careta;
o da família careta repele o relacionar-se com aquela da família alternativa.
um resumo banal do que não deu certo; nem no começo, no meio ou final.
surge a questão de quando se acreditou que isso podia funcionar? às vezes é difícil ser realista, conclusão mais óbvia e boba. é difícil ser realista, ou seria fácil cair na ilusão de tudo que podia ter sido incrível? o amor, a cama, o afago, o torpedo que traria acalanto numa segunda-feira.
segue o pão de açucar de cada dia, não importa que empecilho se tenha imposto o caminho.
sábado, 9 de julho de 2011
idosa idade
sou uma velha em botafogo que acorda - no caso, tarde, mas tudo bem - já indo pra feira pechinchar e ver o que tá bom. depois tira o reciclável e fica a organizar a casa, fazer imãs novos com colagens aleatórias, ler bibliografias devagar quase parando e olhar o sol, a lua e o frio que faz e como é bom estar em casa se esquentando. aí pensa nessa juventude transviada, disposta aos programas da cidade, tomar cerveja e sair por aí, e se dá conta que, solteira, nada faz para disfarçar a condição. pelo contrário, mergulha de forma decisiva e neurótica como quem tá fazendo coisa errada. estar bem assim, sendo uma velha sozinha no sábado - não só nele, mas desde a sexta à noite - seria completamente bizarro ou é intriga da oposição? intriga porque não é tão sozinha, recebeu visitas afinal, e no fundo, no fundo: sair nesse frio é um puta programa de índio. sobretudo não há homem que preste por aí, ou ela deve reestudar (na semana que vem) a sua alta mania de exigência, aquela da qual seu terapeuta fala mas sem ressoar bem aos ouvidos. esse cara inventa cada coisa!
terça-feira, 28 de junho de 2011
suflê de cenoura, farofa de alho e arroz integral,
pra acompanhar o feijão da teresinha, maravilha da sétima arte quase acima da estátua de padrinho ciço!
sabor que acaricia, beija na boca com a saliva mais doce da vida
podia rolar na grama agora, mas lá fora alguém ia achar estranho, por isso sigo atuando, nessa vida de moleque e tentando aceitar o jeito que há e que se há que estar, preparada pra vida.
sexta-feira, 10 de junho de 2011
habita lá
quatro dias em bauru, vendo o tempo passar. tetris e auster; auster, tetris e água.
o periodontista a dizer: placa pra dormir e escova com mais leveza, menina, não precisa força
o periodontista a dizer: placa pra dormir e escova com mais leveza, menina, não precisa força
quatro dias em bauru, assistindo o tempo, o passo alheio nesse fluxo incessante
jornal televisivo, e o animado esquilo com legendas portuguesas de portugal
as crianças rindo, e ela delas, com elas, e de como acham a vida linda
quatro dias em bauru, assistindo a chuva, que molha sem perdão a viajante confusa
no salão unissex mais antigo dali, um senhor abre a porta:
entra, menina, que vai cair a energia. e ela sente como um filme desses imprevisíveis, tanta água, tantas trilhas e escolhas indecididas.
entra, menina, que vai cair a energia. e ela sente como um filme desses imprevisíveis, tanta água, tantas trilhas e escolhas indecididas.
quatro dias em bauru, e os cariocas.
deve ser maneiro, ficar com você, né, carioca? mas sabe o quê, sou é fluminense!
se lisonjeia ou avermelha? não lhe costuma passar isso assim tão diretamente.
quatro dias em bauru, tranquilizam.
mauricio e luis, o dente acariciado e dorme bem, seca e cuidada. passados 27 anos, pertence um pouco aí, os doutores, fissurados e crianças são também seu aconchego.
sábado, 4 de junho de 2011
segura a onda, mané
discussão com M. por culpa minha, pelo que não fiz e me comprometi a fazer, apesar de não levar isso como primordial.
batida de carro da D. prejuízo financeiro e moral. dia duro, realidades árduas.
enfrentamento das incapacidades minhas, tardiamente, equivocadamente.
depois da tempestade vem a bonança? ........................................................
homem que é bom, nenhum. carinho, cama, sexo, isso chega um dia?
pessimismo exacerbado e olho doendo de choro.
feijão na panela e arroz com gersal. dorme que amanhã é outro dia.
sente o sol entrar e pensa que deus está em você, como você.
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